O Jornalismo Online

7 06 2009

Estes vídeos foram produzidos por Mara Karina Silva e Marcos Santana e apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso ao curso de Jornalismo do Instituto de Educação Superior de Brasília – IESB, em dezembro de 2008.





Expressão Jornalística “Hemptrevista”!

1 06 2009

Por: Natália Alves

O Hempadão (hempadao.blogspot.com) não podia ter nome melhor. A sigla HEMP quer dizer “Help End Marijuana Prohibition” que traduzido para português significa “ajude o fim da proibição da maconha”, e é esse o tema predileto dos editores do Hempadão, a legalização da Erva, Diamba, Mary Jane, Sensimilla, Marijuana, Cannabis Sativa… A maconha!

Um blog muito bem organizado, com editorias de segunda a segunda que tratam de forma bem humorada, e séria em alguns momentos, tudo que se relaciona à luta em prol da legalização. As editorias vão desde músicas do universo cannabico a “hemportagens”. O Hempadão é o local que os internautas dispõem não só pra se informar, mas também pra discutir todas as questões que envolvem o tema.

E o Expressão Jornalística foi conversar com um dos editores do blog, em um papo super descontraído, Marco Hollanda* nos contou um pouco de como é manter um blog de imprensa alternativa que a cada dia conquista mais leitores, usuários ou não.

Expressão Jornalística- Como surgiu o blog e de quem partiu a idéia de abordar a legalização da maconha?

Marco Hollanda- A ideia foi do Cadu, um amigo meu. Já tive outras experiências de blog com ele, mas a audiência não era muito boa. Aí decidimos investir no Hempadão, pois percebemos que seria um blog para um público carente de veículos especializados, então analisamos os blogs que já existiam para tentar criar algo totalmente diferente.

 

Expressão Jornalística - Como vocês organizam as editorias? No início do blog eram poucas, hoje há editorias até aos domingos, como foi isso?

 

Marco Hollanda- Sim, as editorias foram surgindo com o tempo, mas desde o início a ideia era ter conteúdo multimídia (texto, vídeo e áudio). Além disso, a gente procura misturar informação com entretenimento. Temos algumas editorias sérias como a “Bong” e “Chapa 2”, e outras de humor como “Adão e Erva” e “Redeyes”, até porque defender a legalização da maconha de forma careta ia deixar o blog muito chato. Produzir algo pra relaxar o leitor é bom.

 

Expressão Jornalística- Você comentou sobre a “Bong”, que trata de um assunto delicado (a relação do usuário com o agente policial), tem também o “Habitual Óbito” que conta o número de homicídios por causa da guerra entre policiais e traficantes.

A gente sabe que liberdade de expressão aqui no Brasil é algo que “vai só até a página 2”, vocês já receberam ameaças de alguém?

Marco Hollanda- O Habitual Óbito é uma alfinetada nas autoridades que defendem a guerra às drogas. A gente fica monitorando os combates entre polícia e traficantes, quando morre alguém a gente faz um post novo. O objetivo é questionar as pessoas sobre a eficácia dessa guerra sem fim. A gente nunca recebeu ameaça, mas quando o blog foi parar na coluna do Ancelmo Gois**, porque publicou um vídeo criticando o secretário de segurança pública do Rio, houve uma polêmica grande! O Ancelmo Gois é um dos colunistas do Globo mais respeitados e famosos no Rio. Mas ameaça mesmo a gente nunca recebeu, mas o blog está crescendo muito e não vou achar estranho se isso acontecer algum dia.

Expressão Jornalística- Talvez um projeto como esse do Hempadão nunca tivesse saído do campo das ideias se não fosse a Internet e a possibilidade de expressar-se de uma maneira livre. Vocês compartilham dessa opinião ou acham que seria possível fazer um trabalho direcionado a legalização em outros meios?

 

Marco Hollanda- O sucesso se deve a Internet, já conversei sobre isso com o pessoal do blog. Se fosse na década de 60 seria quase impossível criar algo parecido, seria necessário um custo muito maior, se fosse impresso precisaríamos contratar um gráfica pra rodar o jornal, a transmissão por rádio, mesmo pirata, também depende de uma estrutura de alto custo. Com a internet a gente só precisa de um PC, fotos, vídeos, ferramentas para construção de layout, programas de edição… Tudo isso está disponível de forma gratuita na Internet.

Expressão Jornalística- O número de pessoas dispostas a discutir esse tema vem crescendo, você acha que há possibilidade de se começar a discutir em meios de comunicação de massa, mas de uma forma neutra, sem moralismo?

Marco Hollanda- Eu acredito que esse espaço vai ser conquistado com o tempo. Já vejo bons debates na TV a cabo, mas na TV aberta isso ainda é coisa rara. O legal é ver que pessoas formadoras de opinião estão se posicionando contra a guerra às drogas. Recentemente a gente teve o caso do Fernando Henrique Cardoso que criou um grupo que defende a legalização, isso ajuda o debate a ganhar espaço na mídia.

Expressão Jornalística- Bom pra terminar então Marco, a pergunta que não quer calar: em quanto tempo você acha que a legalização vai acontecer aqui no Brasil?

Marco Hollanda- Minha previsão não é muito animadora, não acredito que saia em menos de 15 anos, até porque o Brasil é um país onde a simples marcha pela legalização é proibida. Mas isso depende do que for feito nos outros países, principalmente dos rumos que os EUA tomarem.

*Marco Hollanda é um pseudônimo.

** Link para coluna de Anselmo Gois: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/post.asp?t=replica-ao-xerife&cod_Post=173296&a=98

Para acessar o Hempadão basta clicar na imagem abaixo:

Hempadão: Laricas de Informação

 





Das expressões de Ideias compradas, às mídias independentes

24 05 2009

Por: Natália Alves

“Opinião Pública e Opinião Publicada

O desabafo do deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) ao dizer que se “lixava” para a opinião pública, sob o argumento de que denúncias da imprensa não atrapalham a reeleição de parlamentares, descortina um colorido painel sobre três vetores de nossa democracia: os políticos, a opinião pública e a mídia. A polêmica frase pronunciada pelo ex-relator do processo Edmar Moreira dá a entender que há um enorme descompasso entre a representação política e a sociedade e ainda expressa a noção de que a mídia não reflete o sentimento da opinião pública.” Gaudêncio Torquato em editorial para O Estado de São Paulo (17 de Maio de 2009)

Continuando a expressão do nosso ofício, buscando entender melhor o Jornalismo de Ideias, me deparei com esse editorial no Estadão de domingo passado. Opinião Pública e opinião publicada? É isso mesmo! Como diferir o que é opinião do povo e qual é a opinião que o veículo quer passar?

Entramos em méritos discutidos por Filosofia da Linguagem, teóricos como Bahkitin afirmam que a opinião pública depende muito de fatores externos, que vão desde a ideologia da própria pessoa, até os interesses da emissora de televisão, do jornal impresso, do rádio.  E onde temos informação temos poder e onde esse poder fala mais alto temos os interesses que partem de todos os âmbitos. São políticos, instituições, empresários e toda gente de poder (leia-se dinheiro) manipulando o que a grande imprensa publica.

Pensando por esse modo dá certo desanimo, as pessoas escolhem serem jornalistas exatamente pelo fato de terem opinião pra tudo! E submetê-las apenas a “achismo” é o que mais frustra.

Dessa necessidade de falar e ser ouvido, de querer expor outro lado, dessa característica que parece ter vindo nos cromossomos dos jornalistas nasce a Imprensa Alternativa, onde há um espaço mais amplo pra praticar isso que tantos discordam, outros concordam, mas todos sabem que no fim é o que queremos; fazer um Jornalismo que exponha a opinião com pinceladas sutis, sem agressão ou persuasão, sem manipular a pessoa menos favorecida cultural e intelectualmente, sem entrar na ciranda do poder.

O que faz, portanto, a imprensa alternativa hoje? Dá voz aos mal-pagos. Está do lado do ferrado, do injustiçado, do cara que está com tanta fome que nem gritar consegue. Está do lado das senzalas pós-modernas. A grande mídia, ou boa parte dela, não consegue nem enxergar isso. Muitas vezes — mas não todas — não se trata de má-fé. No entanto, é no mínimo patético pegar o cara que já nasceu condenado a todas as formas de injustiça e colocar no mesmo patamar que o garoto da Zona Sul, que teve uma educação européia. É no mínimo ridículo.

A isso chamam “imparcialidade”.

É exatamente nesse sentido que o filósofo Max Weber afirmou que “neutro é quem já se decidiu pelo mais forte”. (Gustavo Barreto)

(imagem de: Mídia Rebelde)

Nesse caminho que o jornalismo traça junto com o desenvolvimento da sociedade vamos à esfera do Jornalismo de Mercadoria, ou Jornalismo Moderno em nossas próximas matérias. A cada passo compreendendo melhor como tudo se tornou o que é hoje. Fique de olho nos próximos posts! Discutiremos mais sobre a Imprensa Alternativa e a chamada Grande Imprensa. Até lá!





Dia Mais Cidadania – “A Billings Vive Com Você”

17 05 2009

Por: Victor Moraes

Aconteceu no último sábado o Dia Mais Cidadania, organizado pela Universidade Metodista em parceria com a prefeitura de São Bernardo do Campo. O tema deste ano foi “A Billings Vive Com Você” e quase mil voluntários, espalhados por 10 pontos da represa Billings, recolheram 7 toneladas de lixo das margens e fizeram um trabalho de educação ambiental com a população das imediações.

Este foi o terceiro evento deste tipo organizado pela Universidade, e entre os voluntários estavam professores, funcionários e muitos alunos, todos engajados nesta causa e não se importaram em acordar cedo e pegar no pesado. Tudo pelo bem do meio ambiente.

Todos que estavam lá trabalhavam com satisfação, mesmo sabendo que não receberiam um centavo por isso, mas talvez receberiam algo muito mais valioso: um mundo melhor. São com ações como essas que podemos começar a mudar o mundo para nossos filhos e netos que por ai virão.

Agora, você leitor pode estar se perguntando o que isto tem a ver com este blog. E eu lhes respondo. Cabe a nós jornalistas divulgar esses tipos de ações, disseminar estas ideias, e tentar, mesmo que com um ato simples, melhorar o mundo em que vivemos.

E a imprensa não faltou ao evento. O repórter da Rede Globo de Televisão, Márcio Canuto, estava lá para registrar tudo e entrar ao vivo no telejornal SPTV. O “fiscal do povo”, como é chamado, deu um show de carisma, interagiu com os voluntários e de uma maneira bem-humorada transmitiu o seu recado pela preservação da represa.

Foi com grande satisfação que participei deste trabalho e com certeza levarei isto como uma grande experiência em minha vida. Ainda tive a oportunidade de acompanhar o trabalho de um grande repórter, e tentar aprender um pouco de como será a minha profissão. Espero que este meu relato sirva para chamar a atenção de vocês leitores a esta causa ambietal, que realmente esta se agravando e pouco estamos fazendo para resolver a situação.





Expressão Jornalística indica!

9 05 2009

Por: Natália Alves

Viajando dentro do universo jornalístico, encontramos uma pérola que trará uma analise profunda a quem se interessa por História do Jornalismo e um contexto histórico brasileiro datado da segunda metade do século XX. Trata-se de Correio Feminino, um livro que traz textos feitos por Clarice Lispector em sua fase inicial de jornalista.

Nele conseguimos notar o paradigma da imprensa feminina da época e como os valores e as ideologias eram transmitidas através dos textos de qualquer espécie.

A forma Clariceana de escrever dá ao modelo de editoria um tom mais inteligente, a esposa de diplomata em alguns momentos parecia instigar a leitora a refletir sobre a realidade em que se estrutura a sociedade e seu real papel naquele espaço e tempo.

Correio Feminino é um convite a analise daquele período e também das obras de Clarice; o que não falta é bom gosto e nas entrelinhas, questões a se pensar de uma sociedade que ainda introduzia a mulher em patamares importantes.

Correio Feminino O livro custa R$ 42,50 no submarino.com